sexta-feira, 27 de abril de 2007

chão chão chão, chã-chã-chão.

Precipitação, idealizações demais, sonhos demais, só podem dar em um resutado: Nenhum. Tais planos não sairam nunca do papel, até o momento em que você conciga conciliar as coisas. Mas eu cansei de não conseguir, e, novamente, despenco do penhasco. Ou melhor, escorrego da escada. Pois,

Eu já caí, já tou no chão
E tou torcendo pra você ficar na merda
Como eu também estou nessa merda
Então, porquê não, ficar aqui?

(Mombojó)


Bem, é exatamente isso. Mas acho que você, ou vocês, não estão tão na merda quanto eu - ou não. Agora seria a hora de dizer a velha frase: "Quem ri por último, ri melhor". Só que eu, ja ri antes, e agora vocês caçoam de mim. Não vou me vingar - de mim mesma -, vou me esfarelar, e buscar novos igredientes em outras fontes, pra quem sabe, dessa vez esse bolo de ameixa dar certo.

Chã-chã-chã-chã-chão. Mas ni dizia que "Quanto mais me elevo, menos pareço aos olhos de quem não sabe voar". Talvez ele estivesse certo, e a merda não fosse meu lugar. Mas meu ponto de vista pode estar tremendamente errado, e o chã-chão, seja mesmo meu atual lugar.


(Queria que não achassem graça nos erros gramaticais. São 11 e 20 da noite, e o desespero me bate à porta. Ou talvez isso seja só desculpa).

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Dinheiro

"Eu vou trabalhar pra ganhar muito dinheiro
Vou enriquecer até ficar blasé
Então posso descansar
Logo aos trinta eu vou ter muita grana pra curtir tantos seios, tanta aventura, whisky, confusão,
Então o que tu vai falar?"

Mula manca, de novo.

Quanto ao que se relaciona com futuro profissional, cansei de ouvir as pessoas me colocarem para baixo por causa das minhas escolhas (Filosofia ou Artes Plásticas (UFPE) e Letras (UPE). Mas eu repito, não quero viver bem, quero sobreviver. Quero viver tranquilamente sem a ninguém dever e estar em plena paz comigo mesma, independente de que classe social serei. Me desejem boa sorte! Só me restam sete meses, espero que dê tempo de recuperar todo o tempo perdido...

Reconstruindo-me

Se, por ventura, me vir
Não me venha desconsiderar
Por anos confessamos os nossos pecadosP
lanejamos corrigi-los mas nunca fizemos.

(Mula manca)
Que por sinal, dia 6 se aproxima!


Eu acho que as músicas de mula manca foram feitas baseadas em mim, só pode! Hahahahaha. Incrível como todas batem, e batem perfeitamente. Mas hoje eu me sinto contente, estou resolvendo meus problemas, esses que me chateavam e me impediam de fazer uma série de coisas. Estou me reconstruindo aos poucos, nã é fácil cair do penhasco e querer que tenha um elavador, onde basta apertar um botão que estaremos novamente no topo. Hoje acho que estou no caminho das escadarias.

Cheguei a pouco do cardiologista. Nã há nada de errado com meu coração, maravilha. Pra dizer a verdade, me considero saudável - mesmo que hoje tenha perdido uma aula morrendo de enxaqueca.

Quanto aos estudos, estou tentando retormar o ritmo aos poucos, é difícil, mas eu tento.

Em relação aos amores e humores, bem, deixa essa pra depois. Hahahahahaha. Sempre que me precipito as coisas não dão certo, mas dessa vez agirei silente...

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Mal-acostumada

Estou ficando mal-acostumada. Hoje não fui ao colégio. Por quê? A princípio eu estava com moleza, mas será que era mesmo? Ou será que eu me acomodei nessa vidinha e jogo a culpa pra problemas que inexistem? Segunda opção, creio eu. Mas o pior de tudo é saber e nada fazer pra mudar isso. E o tempo não passa mais, ele voa. "Está passando, vamos Gabriela! Não perca tempo. Toc,toc! Quem é? É o vestibular na sua porta." Já can-sei de ouvir isso, e can-sei de tentar algo que eu nunca tentei de verdade. Dizem que querer é poder, mas eu discordo muito disso. Pois não há nada que eu queira mais do que entrar numa universidade pública esse ano, e nada que eu não queira tanto como fazer cursinho. Só que a verdade é que ficar na itnernet, comer, dormir e qualquer outra escusa usada é muito melhor do que estudar, venhamos e convenhamos. Não basta querer, tem que fazer por onde. E o que me mata é não saber mais nem por onde começar. O tempo já passou tanto, tudo se acumulou, e estou literalmente perdida quanto à isso. Triste fim será o meu se continuar desse jeito.



(Mas eu nã pretendo fazer desse blog um diário pessoal de minha vida. Ontem e hoje foram só desabafos)

terça-feira, 24 de abril de 2007

Reabrindo

Dessa vez é pra valer. Depois de vários e tantos blogs, este terá publicações diárias ou pelo menos semanais.

Para aqueles que querem saber, eu estou sim doente. De quê exatamente, não sei ao certo. Percebi um certo cotejo entre a medicina e dicionário. Se procurarmos o significado de, por exemplo, "menina", o dicionário mostrará: 1 criança ou adolescente do sexo feminino; garota. Se você procurar o que é "garota", verá então: 1 criança ou adolescente do sexo feminino. O que é uma "menina" ou uma "garota~", então? Certo, indivíduo do sexo feminino, mas fica vago. Tem coisas que não se dá pra explicar com palavras. Mas voltando ao assunto da medicina. Acho engraçado, pois a cada médico qeu vou, surgem maiores e distintas dúvidas sobre meu caso. Cada um passa um tipo de exame e diz uma hipótese diferente sobre. Durmo na incerteza de saber se oq eu tenho é ou não grave - se é que tenho mesmo alguma coisa. Mas, demos os nomes aos bois. Acharam que eu tinha lúpus, febre reumática, amidalite, dengue, sinuzite, entre outras várias coisas diferentes. Mas vocês que se preocuparam comigo, fiquem tranquilos, acho que não há o que temer. Mesmo faltando o resultado de uns cinco exames. Estou otimista.

Mas o que me chamou atenção é que três dos infindos médicos que fui, indagaram-me com a mesma pergunta: "Você está apaixonada, minha filha?"
Eu fiquei abismada com a capacidade da mente de simular e fazer florescer sintomas e me preocupar com algo que não existe! A resposta era sempre não. Não, não, não.. Mas será mesmo? Hahahahahaha. Eu juro que depois dessa fiquei realmente preocupada em saber que todo esse tempo que perdi em clínicas, hospitais, laboratórios e todos os remédios e tratamentos que fiz, não passaram de um psicológico por estar numa fase não muito boa! É revoltante! Hahahahaha. Certa hora pareceu-me até que li os pensamentos do cardiologista, que diziam: "Se for isso, cuidado, meu bem. Pois para o amor não há cura, nem tratamento! Há esquecimento." É aí que eu penso que se for realmente isso, que basta esquecer os problemas que eles somem, eu ainda hei de sofrer um bocado, pois minha mente faz questão de manter em atividade os pensamentos que mais me perturbam.

Amanhã espero que minha vida volte à rotina, esta que sempre reclamei e agora quero de volta! Hahahahaha. Estranho não é ficar doente de algo que não se tem, é querer ter o que nunca se quis.

terça-feira, 10 de abril de 2007

se lavo lavú

Que bobagem acreditar em tu
Que malandragem você me deixar
Pra depois voltar com a cara lisa.

(Mula manca e a fabulosa figura)


Sem espelhos

Os espelhos de toda a casa, de todas as casas se quebraram.
Os espertos ainda usam da água para se olharem, e a menina tristonha esconde pelos cantos
E dá graças à Deus por não mais se enxergar,
Era duro demais acordar e se ver desprovida de beleza em meio à tantos bípedes belos.. ]


O tempo se passou, nem sombra de espelhos
A tristonha menina já virou moça e não liga pra outrem, continua no mesmo canto.
A moça vira mulher, passou-se tanto tempo.
Tanto tempo perdido. Agora é tarde para reatar os nós
A menina que virou moça, que agora é mulher, vai de encontro à corda
A corda vai de encontro ao teto.

A menina vai de encontro à morte
A menina que virou moça, que virou mulher, agora virou um cadáver





Primeiro post do primeiro blog com acesso ao público.
Uma bela bosta para um primeiro!
Be-la Bos-ta!